“Doa a quem doer. Isto vai até às últimas consequências,  porque a freguesia assim o exige” disse à Onda Viva”, Carlos Silva, atual presidente da Junta de Freguesia de Azurara, eleito em outubro último pelo movimento NAU, criado por Elisa Ferraz. E admitiu à nossa rádio que possam ter sido feitos “duzentos e tal” levantamentos em dinheiro por multibanco, usando-se supostamente um cartão de crédito da autarquia, “porque seria mais evidente se o desfalque tivesse sido feito por transferência bancária e nas contas parecem muitos levantamentos” via ATM, disse o atual a presidente da Junta.

Pedro Morais, ex-tesoureiro,  terá atuado de forma irregular  espaçadamente no tempo, durante uma período de anos ainda por apurar, mas que no limite se poderá estender pela duração dos três mandatos que cumpriu – o que perfaz 12 anos,  arco temporal em que se manteve no cargo. Isto foi admitido à nossa reportagem, também.

Pedro Morais já esteve no Ministério Público a prestar declarações, na sequência de uma queixa-crime apresentada, após as eleições de outubro passado,  pela presidente cessante, a socialista Rute Saraiva, que poderá ter herdado a situação da gerência do pai, Ventura Saraiva, também do PS,  admitiu também à Onda Viva  Carlos Silva.

O antigo tesoureiro  é suspeito de  ter dado um “golpe” nos cofres autárquicos superior a 50 mil euros (o que é semelhante a cerca de um orçamento anual da Junta), valor  que nos foi adiantado pelo presidente  eleito pela NAU. O  visado terá mesmo já  admitido o ato, alegando problemas financeiros. Em declarações à Onda Viva, Carlos Silva, para quem “é imperativo que as autoridades competentes avancem com  uma auditoria”   ás contas da gerência socialista,  desfiou  o novelo deste caso (ouça nos noticiários).

Azarara era, até outubro último, um bastião socialista, e era assim há quatro décadas, liderado pela família Saraiva – primeiro o pai, Ventura Saraiva, no pós 25 de Abril e até 2013,  e muito recentemente  (fruto da lei de limitação de mandatos),  no mandato 2013/2017 pela sucessora, a filha Rute Saraiva.

Carlos Silva admitiu ainda à Onda Viva ainda  “o eventual uso indevido de cheques”, por parte de Pedro Morais, e  sublinhou que a freguesia “ficou a perder em investimentos”, com estas alegadas irregularidades.

O presidente da Junta de Freguesia espera que as entidades competentes ( o Tribunal de Contas e a Inspeção Geral de Finanças)  atuem em conformidade e com a celeridade que se quer, porque em abril que vem têm que ser aprovadas em Assembleia de Freguesia as contas de 2017. E o novo presidente quer saber com o que pode contar (ouça nos nossos noticiários). Questionada pelos jornalistas, Elisa Ferraz, a presidente de Câmara de vila do Conde,  disse apenas  que aguardava pela “intervenção das entidades competentes”.

 

 

 

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