Estamos a poucas horas das eleições na Cooperativa Agrícola de Vila do Conde. As urnas amanhã, sexta-feira,  estão abertas  das 10h às 18h.  1.400 associados vão escolher um de dois líderes: ou Carlos Neves ou António Balazeiro. A Rádio Onda Viva tencionava fazer um frente-a-frente. Carlos Neves aceitou o desafio,  mas António Balazeiro declinou o convite, alegando “falta de tempo”. Uma coisa  é certa: há desunião entre os associados, assumiu Carlos Neves, que  propõe-se ser essa “cola”, não fazendo prognósticos eleitorais. O lema da sua candidatura é “ Uma Cooperativa para todos, numa lógica de inclusão de grandes e pequenos produtores. “Todos são importantes”, sublinha Carlos Neves. Nesta entrevista à Rádio Onda Viva, o candidato   revelou que só não houve uma lista conjunta, porque António Balazeiro assim não quis. Carlos Neves, de 43 anos, concluiu em 1995 o curso técnico de Gestão agrícola na Casa-Escola Agrícola Campo Verde, em Rates, na Póvoa de , onde foi formador e membro do Conselho Diretivo, integrando agora o Conselho Fiscal. Em 2005 concluiu a licenciatura em Ciências Sociais, pela Universidade Aberta, de Lisboa; iniciou o seu caminho no movimento associativo em 1990, como elemento da Acção Católica Rural, onde assumiu funções  a nível paroquial, diocesano e nacional. Assumiu também funções diretivas na Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) e na Associação dos Jovens Agricultores do Distrito do Porto (AJADP). Disse querer aproveita esse capital de experiência e conhecimento adquiridos. Agora, considera,  é tempo de avançar para o leme da Cooperativa Agrícola de Vila do Conde, sublinha, porque o universo das cooperativas permite um outro raio de ação,  uma muito maior amplitude  executiva. Nesta entrevista concedida à Rádio Onda Viva, Carlos Neves  garantiu que não vai usar a Cooperativa Agrícola de Vila do Conde como “trampolim” para outros voos. A estrutura tem um volume de faturação anual de cerca de 60 milhões de euros.

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