O herói poveiro Cego do Maio não teve ainda um reconhecimento do município de acordo com a dimensão dos seus feitos e da importância que teve na comunidade piscatória local. Esta é a opinião de José de Azevedo, um dos mais respeitados cronistas locais e que inclusive está a fazer o livro que vai ser incluído no programa de comemorações dos 200 anos de nascimento do Cego do Maio, José Rodrigues do Maio, de seu nome. O escritor defendeu no programa Praça do Almada, da Rádio Onda Viva, que essa indiferença do poder local começou bem cedo quando, ainda em vida, o pescador foi “deportado” para Vila do Conde por ter recusado a “vender” o seu voto.  Cego do Maio recebeu condecorações oficiais pelos atos de bravura nos salvamentos marítimos, apesar de naquele tempo, ser acentuada a divisão de classes sociais. Mas para José de Azevedo em tempos mais recentes também houve sinais de alguma indiferença dos poderes públicos perante uma figura que devia ter outra representação pública. E exemplificou com o caso do busto que está no Largo do Passeio Alegre e que teve de ser oferecida por uma comunidade de emigrantes no Brasil. Na mesma linha, a escolha da rua no bairro sul (na imagem) com o seu nome não foi a mais feliz tanto mais que a Póvoa devia ter uma “Avenida Cego do Maio”, defende o cronista, investigador e jornalista  (ouça tudo nos noticiários).

Foto: google

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